Chaves: minhas raízes

Olá!

Um dos meus sonhos de infância sempre foi conhecer a terrinha da minha vovó. Ela vem de uma aldeia que se chama Agrações. Esta aldeia fica há uns trinta minutos de carro da pequena cidade de Chaves. Chaves, assim como a terra de minha avó ficam numa região de Portugal chamada Trás-os-Montes. É a região (economicamente) mais pobre do país.

No dia seguinte ao que conhecemos Braga e Guimarães finalmente realizei o sonho de visitar o lugar. Nós passamos primeiramente em Chaves, para depois seguirmos numa estrada bem estreita, subindo os morros até encontramos a aldeia de Agrações.

Aqui estão algumas fotos de Chaves:
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Inscrições da Ponte20170519_133513
                                                                     Ponte Romana

A cidade não chega a trinta mil habitantes. Sua principal atração é a ponte romana. Quase não encontramos turistas por lá, o que tornou o passeio ainda mais tranquilo. O custo de vida lá é muito barato e as pessoas parecem levar a vida de modo muito simples.

Para seguir até a aldeia, usamos o GPS do celular, com muito medo de que o sinal acabasse conforme nos aproximávamos do “meio do nada”. Acontecesse que o nordeste de Portugal é uma região muito inóspita. Não há quase conexões de trem, por exemplo.

Para a nossa supresa o sinal pegou até o fim e encontramos a terrinha. Tiramos muitas fotos, entre elas estão algumas abaixo.

A aldeia foi sendo abandonada a cada geração, já que os jovens foram emigrando. Menos de 20 pessoas vivem lá hoje em dia. Eu contei quatro casas que pareciam realmente habitadas. A minha avó casou na capela da foto. Minha tia foi batizada lá. Tudo isso há décadas atrás!

A próxima etapa da viagem era ir até a aldeia vizinha, Póvoa d’Agrações, onde minha onde minha bisavó foi enterrada. Entretanto, a estrada estava muito perigosa para passar de carro e, andando levaríamos mais de uma hora para chegar lá. Estacionamos o carro e tentamos ir por um atalho, por uma trilha por dentro da floresta.

O caminho parecia nunca diminuir e a floresta foi fechando. Por isso decidimos voltar para o carro e não seguir com a ideia… dentro da mata vimos algumas ruínas do que teria sido um outro assentamento.

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Ruínas no meio da mata

Uma pena não termos conseguido chegar ao nosso último destino, quem sabe da próxima vez!

As aventuras de Portugal ainda não chegaram ao fim. Em breve contarei mais histórias por aqui.

Auf Wiedersehen,

Livia.

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