Copenhagen – Paraíso dos ciclistas

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Olá!

Há quase exatamente um mês visitei a capital da Dinamarca, Copenhagen. É uma cidade ríquissima e caríssima, mas o que mais me chamou a atenção não foram os belíssimos prédios ou as atrações turísticas no geral e sim a infra-estrutura das ruas. O planejamento da cidade inclui a bicicleta como um meio de transporte reconhecido.

Claro que em quase todas as principais cidades alemães a construção de ciclovias anda a todo vapor. Em Copenhagen, diferentemente de Hamburgo, por exemplo, as ciclovias ficam sempre no asfalto, entre os carros estacionados e a calçada. As ruas são via de regra bem largas, o que permite que as ciclovias tenham às vezes quase dois metros de largura. As ruas para os carros, por sua vez, é bastante vazia. Tão vazia, que em grandes avenidas é possível atravessar fora da faixa de pedestres.

Os ciclistas pedalam tranquilamente, sem atropelar ou assustar as pessoas com a campaínha das bicicletas (o que é muito diferente da Alemanha). Além disso, eles até evitam tocar a campaínha e, ao invés disso, assobiam 🙂

Se você for visitar Copenhagen, não deixe de alugar uma bicicleta! É uma experiência incrível pedalar por lá. E sai até mais em conta do que pagar pelo transporte público.

Você já visitou a Dinamarca? O que achou? Já pedalou em outras cidades?

Comente aqui ao lado 🙂

Auf Wiedersehen,

Livia.

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247

Olá

Eu passei o mês de Dezembro quase inteiro no Brasil. Mais tarde pretendo escrever um texto contando um pouco sobre como me senti lá e quais foram as principais diferenças que eu senti quando voltei ao meu país, mas no momento eu queria apenas contar uma curta história que passamos no Rio de Janeiro.

Estávamos meu irmão, meu marido e eu num domingo a tarde indo até a Lapa. Como estava muito, mas muito calor, nós esperamos por um ônibus que tivesse ar-condicionado (nem todos têm, apesar da passagem ser super cara).

Depois de uns quinze minutos aguardando, chega finalmente o 247 com ar. Mal sabíamos, porém, que o motorista era um louco! Eu posso dizer com toda a certeza que ele não parou em nenhum sinal vermelho, inclusive em cruzamentos perigosos, assim como acelerava em curvas fechadas e cortava todos os carros que estivessem o “atrapalhando”.

Em um momento os passageiros começaram a comentar entre si e ele apenas gritou lá da frente “Vocês queriam ir a um parque de diversões? Não precisam mais! Aqui já tem a montanha-russa, e eu dou a segurança!”

Fiquei muito chocada com o abuso dele. Ele quebrou talvez todas as leis de trânsito que conheço e os carros de polícia que passavam por nós não fizeram absolutamente nada. Talvez nem o tenham notado. No final, já no Passeio, ele fez uma curva fechadíssima tão rapido, que quase derrubou todo mundo dentro do ônibus.

E essa foi uma das minhas experiências de “boas-vindas” no Rio de Janeiro, minha cidade natal.

Quase tudo deu errado

Olá!

Na sexta-feira eu comprei minhas passagens de ônibus para Londres. Meu plano era passar o sábado na capital e conhecer a cidade, já que estou tão pertinho. O ônibus ia partir pela manhã, às 8:25. Se tem uma coisa que eu descobri por aqui, é que a pontualidade britânica é mais exata do que a alemã. Por isso, acordei às 6:00. Não queria me atrasar em hipótese alguma.

Porém, no caminho entre a Universidade e o ponto de ônibus que me leva a Canterbury eu acabei me perdendo. Pedi informação para a única pessoa na rua, ainda às 7:30 e o homem ao invés de ser sincero e falar que não sabia, me levou para o outro lado do campus, para um ponto de ônibus que nem ia até Canterbury! Eu fiquei com muita raiva dele, mas apenas sorri e disse:

“Desculpa, eu tenho que correr.” Enquanto eu saía correndo, o cara ainda queria tentar me convencer de que aquele ônibus ia me servir.

             

Imagem retirada do google.

Ao finalmente chegar no ponto certo, o desespero: o próximo ônibus passaria às 8:06, mas com risco de até 10 minutos de atraso devido a um evento acontecendo numa cidade vizinha. Nunca que eu chegaria a tempo! Saí correndo até o ponto de táxi, onde havia apenas um carro, e um motorista me levou até a cidade. No final das contas, após ter quase chorado de desespero, consegui chegar lá às 8:11.

Ainda com toda essa correria pela manhã eu consegui chegar em Londres no horário programado, mas a visita em si será assunto para o próximo post.

A última sexta-feira do mês

No ano passado eu descobri que a última sexta-feira do mês tem um significado para muitas pessoas aqui em Hamburgo. Foi em Maio de 2014 que me apresentaram a Critical Mass, que nada mais é que uma reunião de pessoas que combinam de pedalar pela cidade. Elas marcam um encontro, que naquela ocasião foi num ponto bem central da cidade, e aproximadamente às 19 horas da noite começa a pedalada em massa que pode ir até às 23:00, chegando a quase 40km de percurso.

Imagem retirada do google
Imagem retirada do google

O evento não é uma exclusividade de Hamburgo, mas aqui ele é muito popular, principalmente no verão. No ano passado, quando eu participei, havia mais de 5.000 bicicletas, o que significou o recorde de até então. Óbvio que apenas no verão você vê tantos participantes na Critical Mass, já que no inverno é frio demais.

A idéia é que, como são muitas pessoas pedalando junto – como uma “massa” – é permitido que todos pedalem na rua para o pesadelo dos motoristas. Alguns buzinaços furiosos acontecem, mas enquanto eu pedalava eu estava pouco me importando para o fato de eles estarem 10, 15 minutos presos no sinal.

Este ano eu estou trabalhando nas sextas-feiras, e por isso não pude participar no mês passado, quando mais um recorde foi batido. Desta vez, foram mais de 6.000 bicicletas. O encontro foi marcado bem perto de onde trabalho, e como eu saio de lá perto das 20 horas, foi a minha vez de ficar presa no trânsito.

Eu não achei tão horrível, a única angústia é nunca saber quando a massa de bicicletas vai acabar. No entanto, foi interessante estar do outro lado da situação um ano depois.

Hit the road, músicos irritantes.

Imagem retirada do google

Olá!

Aqui na cidade de Hamburgo existem certos “músicos” – se é que eles deveriam ser chamados assim – que entram no metrô e a cada estação vão mudando de vagão tocando sempre a mesma canção: a famosa Hit the road, Jack. São sempre as mesmas pessoas? Não. É sempre a mesma música? Sim. Por que?! Não. Sei. Toda esta perturbação se dá porque os tais indivíduos estão atrás de uns trocados.

Geralmente eles tocam arcodeão ou outro instrumento qualquer e destroem a música. Uma canção que deveria ser super animada e boa de se ouvir se torna robótica, do tipo “Cheguei, me dá seu trocado aí que eu já vou-me embora”.

Se quiserem assistir um exemplo destas “magníficas apresentações”, é só clicar aqui. Eu já vou me desculpando de antemão por ter mostrado isto a vocês.

O volume é insuportavelmente alto, interrompe qualquer conversa ou cochilo, e acreditem ou não, às vezes alguns ainda se aventuram a cantar “Ai, se eu te pego”. A terrível performance ainda consegue deixar as duas canções similares!

Então eu penso que preferia muito mais quando eu era abordada por vendedores de jujuba nos ônibus do Rio, eles nunca me causaram dor de cabeça, e sempre deixaram minha viagem mais docinha.

Cachoeira no ônibus

Ônibus em Hamburgo (imagem retirada do google).

Estava voltando do trabalho há umas semanas atrás. Peguei um ônibus, viagem de quinze minutos. O tempo estava horrível, chovendo horrores e ventando muito também. O ônibus não estava tão cheio, tinha pouca gente em pé. Eu estava sentada perto da janela, com uma bolsa cheia de material do meu trabalho.

Não estávamos nem no meio do caminho, quando eu escuto uma moça gritar no fundo “Oi? Motorista? Tem alguma coisa com defeito aqui!”. Não dei muita bola. Se o motorista ouviu, se fez de desentendido. Eu só fui olhar pra trás mesmo quando a mulher e outras pessoas começaram a gritar pro motorista parar.

De cima da janela, estava caindo uma agua azul escura gosmenta, que parecia vir do sistema de aquecimento do veículo. Um vazamento bem grave. Eu me levantei do banco segundos antes de uma cachoeira de gosma azul me acertar.

O motorista decidiu seguir viagem até o ponto final, onde eu iria descer. Ninguém se opôs, porque a alternativa seria esperar dez minutos na chuva pelo próximo ônibus, que ficaria lotado. O problema foi que o motorista continuou parando nos pontos e pegando mais passageiros, sendo que metade do ônibus estava “interditado” por causa do vazamento.

Conclusão: fiquei me esquivando da cachoeira até chegar no ponto final, e consegui chegar em casa seca e sem danificar meu material de trabalho.

O U-Bahn nunca para?

Imagem retirada daqui.

Olá!

O U-Bahn é o principal meio de transporte das grandes cidades alemães e funciona como um trem/metro urbano. Em Hamburgo, durante o dia ele passa a cada cinco minutos. Infalível, nunca atrasa, permitindo com que os usuários possam até mesmo checar na Internet qual a melhor conexão para chegar em tal lugar no tal horário.

No último sábado estavámos voltando do centro da cidade pela linha U3, o que significa uns quinze minutos de viagem. Na segunda parada, entretanto, o trem parou e “desligou”. Todos nós no vagão sentimos o silêncio anormal e, alguns minutos depois, o motorista (é assim que chama?) anunciou que a partida ia atrasar.

Depois de mais uns quase dez minutos e um vai e vem do motorista, ele pede para que todos desembarquem, porque o trem havia quebrado. Os taxis que estavam ali por perto – que não eram muitos, nem perto do suficiente – foram informados a transportar de graça os passageiros. Falando com o motorista, descobrimos que ia demorar até que o trem saísse de lá e o próximo chegasse. Por isso fomos até o ponto de ônibus mais próximo e esperamos quase vinte minutos por ele. Nesse meio tempo, chegou o “próximo trem”, que, vazio, depois de alguns minutos “empurrou” o trem quebrado o resto do caminho. Portanto, o atraso total foi de aproximadamente trinta e cinco minutos.

Considerando que essa situação é super anormal na vida dos alemães, e que mesmo o motorista estava meio confuso e sem saber como agir, eu penso que eles até que resolveram a situação bem rápido. Portanto, sou uma das poucas pessoas que vivenciou o dia quando o U-Bahn quebrou bem no centro da cidade de Hamburgo.