Trilha no Parque Nacional Peneda-Gerês

Olá!

Mais um capítulo da minha viagem ao norte de Portugal foi a trilha que fiz no Parque Nacional Peneda-Gerês. Este parque é muito grande, existem diversas trilhas lá e, como eu estava hospedada em Porto, não deu para conhecer o parque inteiro.

Optei pela trilha Fojo da Portela da Fairra. É uma trilha curta (6 km e mais ou menos 3 horas de duração) e de dificuldade fácil. Ela também é bem sinalizada e você percebe logo se não estiver seguindo pelo caminho previsto. Algo que facilita a jornada é o fato da trilha ser circular, então não é preciso voltar tudo no final e você aproveita diferentes vistas durante todo o passeio. Mais uma vantagem foi a ausência de turistas por lá. Eu tive o lugar todo só para mim!

A trilha se inicia na aldeia de Parada. Uma aldeia pequena, que nos faz viajar no tempo. É possível escutar os animais ao longe e os moradores me olharam com muitos pontos de interrogação na expressão facial (o que ela está fazendo aqui?). Lugar muito pacato!

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Aldeia de Parada

No dia que fui estava muito calor e quase não havia sombra durante a subida. O início foi, por isso, bem cansativo. Porém, as paisagens valiam muito a pena! Além da aldeia, a outra principal atração é uma antiga armadilha para lobos (o fojo de cabrita). Trata-se de uma área cercada por um muro de pedra, para onde os caçadores atraíam os lobos ibéricos e, uma vez presos dentro da armadilha, eles eram mortos pelos caçadores.

Aqui abaixo está uma foto de um fojo de cabrita. Não é a da trilha que fiz, pois não consegui encontrar a foto que eu mesma tirei.

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Foto retirada do Google

No final, é possível apreciar a Albufeira da Barragem de Paradela. A foto está logo abaixo:

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A trilha foi bem cansativa, não pelo esforço físico, mas por causa do calor que estava fazendo no dia. Mesmo bebendo muita água, a falta de sombra tornou a caminhada bem mais exaustiva. Entretanto, tudo valeu muito a pena! Foi uma aventura bem divertida e eu espero ter a oportunidade de fazer outras trilhas neste parque incrível!

Auf Wiedersehen,

Livia.

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Chaves: minhas raízes

Olá!

Um dos meus sonhos de infância sempre foi conhecer a terrinha da minha vovó. Ela vem de uma aldeia que se chama Agrações. Esta aldeia fica há uns trinta minutos de carro da pequena cidade de Chaves. Chaves, assim como a terra de minha avó ficam numa região de Portugal chamada Trás-os-Montes. É a região (economicamente) mais pobre do país.

No dia seguinte ao que conhecemos Braga e Guimarães finalmente realizei o sonho de visitar o lugar. Nós passamos primeiramente em Chaves, para depois seguirmos numa estrada bem estreita, subindo os morros até encontramos a aldeia de Agrações.

Aqui estão algumas fotos de Chaves:
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Inscrições da Ponte20170519_133513
                                                                     Ponte Romana

A cidade não chega a trinta mil habitantes. Sua principal atração é a ponte romana. Quase não encontramos turistas por lá, o que tornou o passeio ainda mais tranquilo. O custo de vida lá é muito barato e as pessoas parecem levar a vida de modo muito simples.

Para seguir até a aldeia, usamos o GPS do celular, com muito medo de que o sinal acabasse conforme nos aproximávamos do “meio do nada”. Acontecesse que o nordeste de Portugal é uma região muito inóspita. Não há quase conexões de trem, por exemplo.

Para a nossa supresa o sinal pegou até o fim e encontramos a terrinha. Tiramos muitas fotos, entre elas estão algumas abaixo.

A aldeia foi sendo abandonada a cada geração, já que os jovens foram emigrando. Menos de 20 pessoas vivem lá hoje em dia. Eu contei quatro casas que pareciam realmente habitadas. A minha avó casou na capela da foto. Minha tia foi batizada lá. Tudo isso há décadas atrás!

A próxima etapa da viagem era ir até a aldeia vizinha, Póvoa d’Agrações, onde minha onde minha bisavó foi enterrada. Entretanto, a estrada estava muito perigosa para passar de carro e, andando levaríamos mais de uma hora para chegar lá. Estacionamos o carro e tentamos ir por um atalho, por uma trilha por dentro da floresta.

O caminho parecia nunca diminuir e a floresta foi fechando. Por isso decidimos voltar para o carro e não seguir com a ideia… dentro da mata vimos algumas ruínas do que teria sido um outro assentamento.

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Ruínas no meio da mata

Uma pena não termos conseguido chegar ao nosso último destino, quem sabe da próxima vez!

As aventuras de Portugal ainda não chegaram ao fim. Em breve contarei mais histórias por aqui.

Auf Wiedersehen,

Livia.

Braga e Guimarães

Olá!

Depois de muito passear em Porto nos primeiros dias,  nós alugamos um carro e nossa primeira road trip foi até Braga e Guimarães, duas cidades não muito distantes.

Uma informação importante sobre as auto-estradas em Portugal (que por sinal, são super modernas) é que elas são pagas. Existem diferentes formas de pagamento e nós acertamos tudo logo ao pegar o carro. As estradas nacionais, no entanto, são livres, mas esta opção torna a viagem bem mais longa. Nós preferimos ir pelas autoestradas pagas e voltar pelas livres, assim dá pra conhecer um pouco melhor do interior do país e economizar um pouco nos gastos.

Viajamos primeiramente até Braga, uma cidade relativamente grande e com muitos estudantes. Passeamos um pouco por lá, vimos as principais praças e pontos turísticos, e já partimos para Guimarães, uma de minhas cidades preferidas até o momento!

Aqui estão algumas fotos que tirei em Braga:

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Guimarães é conhecida por ser a primeira capital de Portugal, onde o primeiro rei português nasceu. Cidade muito antiga, as principais atrações são o Palácio dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães. Coincidentemente passamos por lá no dia internacional do museu e nossa entrada no Palácio foi de graça.

Depois de muito “turistar”, lanchamos numa praça super charmosa. A cidade simplesmente me encantou! Vejam algumas fotos de lá:

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Para mais fotos é só dar uma olhada no meu instagram! 🙂

Nos próximos dias vou contar um pouco das seguintes road trips que fizemos explorando o norte de Portugal! Espero que gostem.

Auf Wiedersehen,

Livia.