Copenhagen – Paraíso dos ciclistas

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Olá!

Há quase exatamente um mês visitei a capital da Dinamarca, Copenhagen. É uma cidade ríquissima e caríssima, mas o que mais me chamou a atenção não foram os belíssimos prédios ou as atrações turísticas no geral e sim a infra-estrutura das ruas. O planejamento da cidade inclui a bicicleta como um meio de transporte reconhecido.

Claro que em quase todas as principais cidades alemães a construção de ciclovias anda a todo vapor. Em Copenhagen, diferentemente de Hamburgo, por exemplo, as ciclovias ficam sempre no asfalto, entre os carros estacionados e a calçada. As ruas são via de regra bem largas, o que permite que as ciclovias tenham às vezes quase dois metros de largura. As ruas para os carros, por sua vez, é bastante vazia. Tão vazia, que em grandes avenidas é possível atravessar fora da faixa de pedestres.

Os ciclistas pedalam tranquilamente, sem atropelar ou assustar as pessoas com a campaínha das bicicletas (o que é muito diferente da Alemanha). Além disso, eles até evitam tocar a campaínha e, ao invés disso, assobiam 🙂

Se você for visitar Copenhagen, não deixe de alugar uma bicicleta! É uma experiência incrível pedalar por lá. E sai até mais em conta do que pagar pelo transporte público.

Você já visitou a Dinamarca? O que achou? Já pedalou em outras cidades?

Comente aqui ao lado 🙂

Auf Wiedersehen,

Livia.

Eu li o novo livro de Dan Brown e…

Olá!

Este texto não é uma resenha sobre o novo livro de Dan Brown. Na verdade, é apenas uma reflexão sobre a minha relação com a leitura no geral. Talvez vocês leiam e se identifiquem com o que eu sinto, ou talvez não, e tudo bem assim.

Eu li todos os livros de Dan Brown. Código da Vinci, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. Eles livros foram lidos por mim na adolescência e eu adorava as conspirações. Ficava tentando descobrir o que ia acontecer e o porquê. Durante a leitura, vinham zilhões de teorias na minha cabeça e eu me sentia super orgulhosa quando alguma delas estava de fato certa. Este autor me traz ótimas memórias.

Por isso quando o novo livro dele foi lançado eu quis imediatamente devorá-lo. No entanto, ao começar a jornada da leitura, apesar de eu não conseguir parar de ler a história, eu tinha certeza de que eu ia me decepcionar no final. E eu não estava errada.

Desta vez eu não criei zilhões de teorias, mas apenas uma (que estava correta e fim). Além disso, a história se propõe a responder uma pergunta que acabaria com todas as religiões do mundo, mas a resposta só traz mais dúvidas no final das contas. E é exatamente por isso que eu já havia previsto a minha decepção – eu já sabia desde o início que a tal resposta não seria nem um pouco surpreendente ou grandiosa.

Isso significa que o livro é ruim? Não! Dan Brown continua sendo genial. Porém, eu me dei conta de que não faço mais parte do público alvo. Eu cresci… não sou mais aquela adolescente que adorava uma teoria da conspiração. Hoje sou uma mulher que estudou o bastante para não ver mais graça nisso.

E vocês? O que acharam do livro?

Auf Wiedersehen,

Livia.

Patinando na cidade

Olá!

Esse é o tipo de história que na hora foi ruim, mas agora eu escrevo dando risada. 🙂

Sempre adorei patinar! Aqui em Hamburgo eu já patinei no gelo algumas vezes, mas para mim, bom mesmo é um bom par de patins. Passa ano, entra ano e todo o verão eu digo que eu quero comprar um par de patins e sair por aí arrasando.

Nesse verão eu finalmente realizei esse desejo. Consegui comprar um par de segunda mão por incríveis cinco euros. Fui buscá-los com o meu marido em uma estação de trem um pouco mais afastada da cidade e, na volta, decidimos parar duas estações antes da nossa casa para eu poder testar os tais patins. Meu marido, então, alugou uma bicicleta e eu calcei a minha mais nova aquisição.

O início da jornada foi muito tranquilo. Meu marido até me elogiou, disse que eu patinava muito bem. As primeiras ruas eram planas e sem movimentação de carro. Eu lembrei da minha infância e de como a Lívia de 12 anos ficaria tão feliz em ter esse par de patins que deslizava sem quase esforço nenhum.

Em determinado momento, porém, a rua começou a descer levemente. Foi aí que eu lembrei que eu não tinha experiência nenhuma patinando em ladeiras. Quando criança, o chão era sempre plano… comecei então a me preocupar. A rua descia, descia e ficava cada vez mais íngreme. Quando eu achei que não dava mais para piorar, eu vi ao longe um cruzamento movimentadíssimo e um sinal vermelho. O que fazer?

Nervosa, eu não queria cair no meio da rua, nem esboçar nenhum desespero. As pessoas na rua iriam olhar e rir de mim. Eu tentava frear e, sem sucesso, acabei agarrando o poste do sinal, quase machucando as mãos. Felizmente atravessei as ruas sem grandes problemas e, depois de uma outra ladeira que eu tive que descer agarrada na bicicleta do meu marido, o percurso voltou a ser tranquilo. Cheguei em casa realizada. Sã e salva.

Meu marido, com aquela calma alemã, apenas disse “você precisa aprender a frear.”.

Nas próximas vezes que eu fui patinar, prestei muito mais atenção no trajeto que faria e se ele teria muitas ladeiras…

Auf Wiedersehen,

Livia.

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Trilha no Parque Nacional Peneda-Gerês

Olá!

Mais um capítulo da minha viagem ao norte de Portugal foi a trilha que fiz no Parque Nacional Peneda-Gerês. Este parque é muito grande, existem diversas trilhas lá e, como eu estava hospedada em Porto, não deu para conhecer o parque inteiro.

Optei pela trilha Fojo da Portela da Fairra. É uma trilha curta (6 km e mais ou menos 3 horas de duração) e de dificuldade fácil. Ela também é bem sinalizada e você percebe logo se não estiver seguindo pelo caminho previsto. Algo que facilita a jornada é o fato da trilha ser circular, então não é preciso voltar tudo no final e você aproveita diferentes vistas durante todo o passeio. Mais uma vantagem foi a ausência de turistas por lá. Eu tive o lugar todo só para mim!

A trilha se inicia na aldeia de Parada. Uma aldeia pequena, que nos faz viajar no tempo. É possível escutar os animais ao longe e os moradores me olharam com muitos pontos de interrogação na expressão facial (o que ela está fazendo aqui?). Lugar muito pacato!

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Aldeia de Parada

No dia que fui estava muito calor e quase não havia sombra durante a subida. O início foi, por isso, bem cansativo. Porém, as paisagens valiam muito a pena! Além da aldeia, a outra principal atração é uma antiga armadilha para lobos (o fojo de cabrita). Trata-se de uma área cercada por um muro de pedra, para onde os caçadores atraíam os lobos ibéricos e, uma vez presos dentro da armadilha, eles eram mortos pelos caçadores.

Aqui abaixo está uma foto de um fojo de cabrita. Não é a da trilha que fiz, pois não consegui encontrar a foto que eu mesma tirei.

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Foto retirada do Google

No final, é possível apreciar a Albufeira da Barragem de Paradela. A foto está logo abaixo:

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A trilha foi bem cansativa, não pelo esforço físico, mas por causa do calor que estava fazendo no dia. Mesmo bebendo muita água, a falta de sombra tornou a caminhada bem mais exaustiva. Entretanto, tudo valeu muito a pena! Foi uma aventura bem divertida e eu espero ter a oportunidade de fazer outras trilhas neste parque incrível!

Auf Wiedersehen,

Livia.

Braga e Guimarães

Olá!

Depois de muito passear em Porto nos primeiros dias,  nós alugamos um carro e nossa primeira road trip foi até Braga e Guimarães, duas cidades não muito distantes.

Uma informação importante sobre as auto-estradas em Portugal (que por sinal, são super modernas) é que elas são pagas. Existem diferentes formas de pagamento e nós acertamos tudo logo ao pegar o carro. As estradas nacionais, no entanto, são livres, mas esta opção torna a viagem bem mais longa. Nós preferimos ir pelas autoestradas pagas e voltar pelas livres, assim dá pra conhecer um pouco melhor do interior do país e economizar um pouco nos gastos.

Viajamos primeiramente até Braga, uma cidade relativamente grande e com muitos estudantes. Passeamos um pouco por lá, vimos as principais praças e pontos turísticos, e já partimos para Guimarães, uma de minhas cidades preferidas até o momento!

Aqui estão algumas fotos que tirei em Braga:

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Guimarães é conhecida por ser a primeira capital de Portugal, onde o primeiro rei português nasceu. Cidade muito antiga, as principais atrações são o Palácio dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães. Coincidentemente passamos por lá no dia internacional do museu e nossa entrada no Palácio foi de graça.

Depois de muito “turistar”, lanchamos numa praça super charmosa. A cidade simplesmente me encantou! Vejam algumas fotos de lá:

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Para mais fotos é só dar uma olhada no meu instagram! 🙂

Nos próximos dias vou contar um pouco das seguintes road trips que fizemos explorando o norte de Portugal! Espero que gostem.

Auf Wiedersehen,

Livia.

Primeiros dias em Porto, Portugal

Olá!

Depois de todo o stress que tivemos até chegarmos em Portugal (clique aqui para saber mais), finalmente começamos a aproveitar a cidade de Porto.

Nos três primeiros dias na cidade visitamos todos os principais pontos turisticos como a Praça da Liberdade, a Estação S. Bento e a Ponte D. Luis I (ainda encontrei um amigo meu da época da escola, que está por acaso estudando um semestre na cidade). O centro de Porto é quase que inteiramente lindo, para onde você olha tem algum prédio impressionante ou igreja histórica. Se perder por lá não é necessariamente ruim…

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Avenida dos Aliados

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Vista da Ponte D. Luis I

No terceiro dia fomos também até a Praia de Matosinhos e pisamos na areia molhada pelo Oceano Atlântico. Local de fácil acesso com a linha azul do metrô. Lá perto também tem o Parque da Cidade, uma grande área verde para quem gosta de passear no meio das árvores. No dia que passamos lá o parque estava bem vazio e estavam preparando uns palcos para um festival.

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Praia de Matosinhos

Não esquecemos de degustar uma nada saudável francesinha num bar com vista para a Torre dos Clérigos.

Os primeiros dias foram incríveis! Os próximos passeios serão para cidades um pouco mais afastadas. Manterei o blog atualizado!

 

Auf Wiedersehen,

Livia.

 

Ps: Como estou sem computador e escrevendo tudo pelo tablet, pode ser que eu não consiga revisar os textos 100%. Espero que mesmo assim a leitura seja minimamente agradável. 🙂

Férias no meio do semestre (Update)

Olá!

Eu gostaria primeiramente de avisar que este blog não morreu! Porém, faltam-me temas e tempo para escrever. Este texto é só um curto update do que está acontecendo ultimamente.

O meu segundo semestre na Universidade começou no final de março e os horários são bem inconvenientes (tem dias que tenho poucas aulas e outros que tenho aula até às 20 horas). As últimas semanas foram de muito estudo e muito trabalho e, por isso, decidi tirar férias. Aproveitando que na próxima semana não haverá aula, meu marido e eu vamos voar para Portugal e explorar o norte deste lindo país! Estaremos hospedados no meu lugar preferido do mundo!

Eu espero que por lá eu me inspire e consiga escrever histórias legais sobre a viagem.

Vocês já foram a Portugal? Pretendem ir? Contem-me nos comentários!

Auf Wiedersehen,

Livia.

 

 

Como conheci meu lugar preferido do mundo (até agora)

Olá!

Minha primeira viagem sozinha como Au pair foi para Portugal. Eu fiz essa viagem com uma outra Au pair que morava na mesma rua que eu. Não tínhamos muito dinheiro para gastar, então organizamos tudo de uma forma que saísse muito barato e por isso a jornada foi longa: fizemos uma viagem de ônibus até Düsseldorf que durou aproximadamente 5 horas, de lá um trem até o aeroporto e por fim o vôo até a cidade de Porto.

Chegamos no aeroporto de Porto lá pela meia noite, ainda pegamos o metrô até o hostel. Subindo as escadas da estação, já perto da uma da manhã, estávamos as duas mal humoradas e querendo chegar logo e dormir.

Foi então que pisamos no centro da cidade, olhamos ao redor e começamos a rir. Nosso humor mudou completamente ao nos depararmos com a seguinte vista:

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Imagem retirada do google.

Resumindo, Porto se tornou naquele momento o meu lugar preferido do mundo (até agora)! A cidade é linda e eu adorei a atmosfera de lá.

E você? Tem algum lugar favorito do mundo? Qual?

Auf Wiedersehen,

Livia.

Os carvalhos anciãos

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Olá!

No último sábado visitei por acaso um parque maravilhoso! Ele está localizado numa área bem deserta (Ivenack), no Estado Mecklenburg-Vorpommern. São mais ou menos três horas de carro aqui de Hamburgo.

Lá estão os carvalhos de Ivenack (Ivenacker Eichen). São árvores antiquíssimas que possuem entre 500 e 1000 anos de idade. A maior e mais famosa delas tem 35.5 metros de altura e é a mais antiga da Alemanha, com cerca de mil anos. Segue uma foto:

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Eu fiquei encantada com os carvalhos. Além disso, o parque em si é enorme e dá para fazer uma boa caminhada por lá. É possível também esbarrar em alguns animais soltos (eu vi algumas renas!).

Para visitar o parque é preciso pagar a entrada que custa 4,00 EUR. Para estudantes é a metade do preço e crianças menores de 12 anos podem entrar gratuitamente. Vale muito a pena ir se você já estiver pela região.

E vocês? Conhecem este parque? Tem outros para indicar? Comentem! 🙂

Auf Wiedersehen,

Lívia.

Praga

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Olá!

No último sábado meu marido e eu fizemos uma viagem de trem até Praga, na República Tcheca. Foram mais ou menos seis horas de viagem. Partimos às 9 horas e chegamos no hotel às 15:40. Deixamos nossas coisas por lá e fomos comer em um restaurante e passear pelas margens do rio Moldava.

No segundo dia, domingo, andamos pela cidade antiga, que estava lotada de turistas. Como estava fazendo um dia lindo e muito calor, decidimos não visitar museus e ficamos mesmo aproveitando as paisagens. À tarde fomos até um parque mais afastado e sem turistas, colocamos nosso lençol na grama e aproveitamos a vista. Quando começou a escurecer, procuramos um restaurante e jantamos. Eu comi o melhor gnocchi da minha vida! Antes de voltar para o hotel ainda visitamos outros parques.

O centrão turístico de Praga tem inúmeras linhas de bondes, todas muito bem conectadas e é muito fácil também andar por todos os lugares, já que todas as atrações turísticas são muito próximas umas das outras.

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No penúltimo dia paramos na estação Újezd, e andamos por um parque enorme que se pode explorar durante horas e horas. Nós decidimos subir na Petřín Lookout Tower, também conhecida como a Eiffel Tower de Praga. Lá no topo, o vento balança tudo (e dá medo!!), mas a vista é incrível!

Há muito o que se ver em Praga. Em toda a direção que você olha tem um prédio magnífico. Foi uma viagem inesquecível e com certeza fiquei com vontade de voltar lá.

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Além disso, a cidade ainda é uma opção mais barata por conta da moeda ser menos valorizada. Não é nada super barato, afinal, estamos falando de uma cidade turistica. Porém, se a compararmos a outras cidades turísticas na Europa, Praga continua sendo uma alternativa mais econômica.

E você, já visitou Praga? Como foi sua experiência?

 

Auf Wiedersehen

Lívia