Copenhagen – Paraíso dos ciclistas

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Olá!

Há quase exatamente um mês visitei a capital da Dinamarca, Copenhagen. É uma cidade ríquissima e caríssima, mas o que mais me chamou a atenção não foram os belíssimos prédios ou as atrações turísticas no geral e sim a infra-estrutura das ruas. O planejamento da cidade inclui a bicicleta como um meio de transporte reconhecido.

Claro que em quase todas as principais cidades alemães a construção de ciclovias anda a todo vapor. Em Copenhagen, diferentemente de Hamburgo, por exemplo, as ciclovias ficam sempre no asfalto, entre os carros estacionados e a calçada. As ruas são via de regra bem largas, o que permite que as ciclovias tenham às vezes quase dois metros de largura. As ruas para os carros, por sua vez, é bastante vazia. Tão vazia, que em grandes avenidas é possível atravessar fora da faixa de pedestres.

Os ciclistas pedalam tranquilamente, sem atropelar ou assustar as pessoas com a campaínha das bicicletas (o que é muito diferente da Alemanha). Além disso, eles até evitam tocar a campaínha e, ao invés disso, assobiam 🙂

Se você for visitar Copenhagen, não deixe de alugar uma bicicleta! É uma experiência incrível pedalar por lá. E sai até mais em conta do que pagar pelo transporte público.

Você já visitou a Dinamarca? O que achou? Já pedalou em outras cidades?

Comente aqui ao lado 🙂

Auf Wiedersehen,

Livia.

Os elogios

Olá!

É sabido que as pessoas aqui do norte da Alemanha costumam ser bem econômicas na hora de elogiar. Por exemplo, o que para um brasileiro seria motivo para falar “Ótimo!”, para um alemão é apenas “Bom” e o que para nós seria um “Uaaau! Excelente!”, para eles é um “Muito bom”.

Isso nem sempre significa que os alemães são mais difíceis de serem agradados. Muitas vezes é apenas uma questão cultural mesmo. Eles geralmente demonstram o seu contentamento de forma diferente, com menos “empolgação”.

Fui lembrada dessa diferença cultural no último fim de semana, numa festa de despedida de uma amiga austríaca que está de mudança para outra cidade. Cada um ficou de levar alguma coisinha para o buffet da festa e eu, como boa brasileira, levei os nossos famosos pães de queijo.

Muitas pessoas ali na festa nunca tinham ouvido falar de pão de queijo antes, inclusive um alemão que estava sentado na minha mesa. Meu marido, uma amiga portuguesa e eu explicamos para ele o que era e ele, ao provar pela primeira vez, falou a seguinte frase “dá pra comer”.

A Livia recém-chegada na Alemanha acharia o comentário dele frio e grosseiro, mas a Livia que já mora em Hamburgo há quatro anos se sentiu lisonjeada com o sincero elogio.

E vocês? Já passaram por algum choque cultural deste tipo?

Auf Wiedersehen,

Livia.

Eu li o novo livro de Dan Brown e…

Olá!

Este texto não é uma resenha sobre o novo livro de Dan Brown. Na verdade, é apenas uma reflexão sobre a minha relação com a leitura no geral. Talvez vocês leiam e se identifiquem com o que eu sinto, ou talvez não, e tudo bem assim.

Eu li todos os livros de Dan Brown. Código da Vinci, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. Eles livros foram lidos por mim na adolescência e eu adorava as conspirações. Ficava tentando descobrir o que ia acontecer e o porquê. Durante a leitura, vinham zilhões de teorias na minha cabeça e eu me sentia super orgulhosa quando alguma delas estava de fato certa. Este autor me traz ótimas memórias.

Por isso quando o novo livro dele foi lançado eu quis imediatamente devorá-lo. No entanto, ao começar a jornada da leitura, apesar de eu não conseguir parar de ler a história, eu tinha certeza de que eu ia me decepcionar no final. E eu não estava errada.

Desta vez eu não criei zilhões de teorias, mas apenas uma (que estava correta e fim). Além disso, a história se propõe a responder uma pergunta que acabaria com todas as religiões do mundo, mas a resposta só traz mais dúvidas no final das contas. E é exatamente por isso que eu já havia previsto a minha decepção – eu já sabia desde o início que a tal resposta não seria nem um pouco surpreendente ou grandiosa.

Isso significa que o livro é ruim? Não! Dan Brown continua sendo genial. Porém, eu me dei conta de que não faço mais parte do público alvo. Eu cresci… não sou mais aquela adolescente que adorava uma teoria da conspiração. Hoje sou uma mulher que estudou o bastante para não ver mais graça nisso.

E vocês? O que acharam do livro?

Auf Wiedersehen,

Livia.

Braga e Guimarães

Olá!

Depois de muito passear em Porto nos primeiros dias,  nós alugamos um carro e nossa primeira road trip foi até Braga e Guimarães, duas cidades não muito distantes.

Uma informação importante sobre as auto-estradas em Portugal (que por sinal, são super modernas) é que elas são pagas. Existem diferentes formas de pagamento e nós acertamos tudo logo ao pegar o carro. As estradas nacionais, no entanto, são livres, mas esta opção torna a viagem bem mais longa. Nós preferimos ir pelas autoestradas pagas e voltar pelas livres, assim dá pra conhecer um pouco melhor do interior do país e economizar um pouco nos gastos.

Viajamos primeiramente até Braga, uma cidade relativamente grande e com muitos estudantes. Passeamos um pouco por lá, vimos as principais praças e pontos turísticos, e já partimos para Guimarães, uma de minhas cidades preferidas até o momento!

Aqui estão algumas fotos que tirei em Braga:

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Guimarães é conhecida por ser a primeira capital de Portugal, onde o primeiro rei português nasceu. Cidade muito antiga, as principais atrações são o Palácio dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães. Coincidentemente passamos por lá no dia internacional do museu e nossa entrada no Palácio foi de graça.

Depois de muito “turistar”, lanchamos numa praça super charmosa. A cidade simplesmente me encantou! Vejam algumas fotos de lá:

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Para mais fotos é só dar uma olhada no meu instagram! 🙂

Nos próximos dias vou contar um pouco das seguintes road trips que fizemos explorando o norte de Portugal! Espero que gostem.

Auf Wiedersehen,

Livia.

Primeiros dias em Porto, Portugal

Olá!

Depois de todo o stress que tivemos até chegarmos em Portugal (clique aqui para saber mais), finalmente começamos a aproveitar a cidade de Porto.

Nos três primeiros dias na cidade visitamos todos os principais pontos turisticos como a Praça da Liberdade, a Estação S. Bento e a Ponte D. Luis I (ainda encontrei um amigo meu da época da escola, que está por acaso estudando um semestre na cidade). O centro de Porto é quase que inteiramente lindo, para onde você olha tem algum prédio impressionante ou igreja histórica. Se perder por lá não é necessariamente ruim…

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Avenida dos Aliados

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Vista da Ponte D. Luis I

No terceiro dia fomos também até a Praia de Matosinhos e pisamos na areia molhada pelo Oceano Atlântico. Local de fácil acesso com a linha azul do metrô. Lá perto também tem o Parque da Cidade, uma grande área verde para quem gosta de passear no meio das árvores. No dia que passamos lá o parque estava bem vazio e estavam preparando uns palcos para um festival.

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Praia de Matosinhos

Não esquecemos de degustar uma nada saudável francesinha num bar com vista para a Torre dos Clérigos.

Os primeiros dias foram incríveis! Os próximos passeios serão para cidades um pouco mais afastadas. Manterei o blog atualizado!

 

Auf Wiedersehen,

Livia.

 

Ps: Como estou sem computador e escrevendo tudo pelo tablet, pode ser que eu não consiga revisar os textos 100%. Espero que mesmo assim a leitura seja minimamente agradável. 🙂

Praga

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Olá!

No último sábado meu marido e eu fizemos uma viagem de trem até Praga, na República Tcheca. Foram mais ou menos seis horas de viagem. Partimos às 9 horas e chegamos no hotel às 15:40. Deixamos nossas coisas por lá e fomos comer em um restaurante e passear pelas margens do rio Moldava.

No segundo dia, domingo, andamos pela cidade antiga, que estava lotada de turistas. Como estava fazendo um dia lindo e muito calor, decidimos não visitar museus e ficamos mesmo aproveitando as paisagens. À tarde fomos até um parque mais afastado e sem turistas, colocamos nosso lençol na grama e aproveitamos a vista. Quando começou a escurecer, procuramos um restaurante e jantamos. Eu comi o melhor gnocchi da minha vida! Antes de voltar para o hotel ainda visitamos outros parques.

O centrão turístico de Praga tem inúmeras linhas de bondes, todas muito bem conectadas e é muito fácil também andar por todos os lugares, já que todas as atrações turísticas são muito próximas umas das outras.

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No penúltimo dia paramos na estação Újezd, e andamos por um parque enorme que se pode explorar durante horas e horas. Nós decidimos subir na Petřín Lookout Tower, também conhecida como a Eiffel Tower de Praga. Lá no topo, o vento balança tudo (e dá medo!!), mas a vista é incrível!

Há muito o que se ver em Praga. Em toda a direção que você olha tem um prédio magnífico. Foi uma viagem inesquecível e com certeza fiquei com vontade de voltar lá.

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Além disso, a cidade ainda é uma opção mais barata por conta da moeda ser menos valorizada. Não é nada super barato, afinal, estamos falando de uma cidade turistica. Porém, se a compararmos a outras cidades turísticas na Europa, Praga continua sendo uma alternativa mais econômica.

E você, já visitou Praga? Como foi sua experiência?

 

Auf Wiedersehen

Lívia

Estranho presente de casamento

Olá!

No dia 18 de Junho fizemos uma grande festa por aqui. Foi uma comemoração tripla e uma delas foi o nosso casamento. Meu marido convidou todos os amigos dele dos tempos da faculdade/mestrado e surpreendentemente a maior parte veio. Foi uma surpresa, porque quase nenhum deles mora aqui em Hamburgo, estão todos espalhados pela Alemanha e alguns moram até em outros países. Foi muito bom revê-los. A festa foi um grande sucesso e durou o dia inteiro!

Como a ideia também era celebrar o casamento, nós acabamos recebendo alguns presentes. Normalmente os amigos aqui se juntam e dão uma quantia de dinheiro ou algum outro presente generoso aos recém-casados. Na grande parte foi isso que aconteceu. O grupo da faculdade, porém, decidiu fazer diferente: eles nos deram um potinho de plástico com algumas notas de dinheiro dentro. O detalhe era que estas notas estavam picadas em milhões de pedacinhos.

Enquanto eu e meu marido olhávamos incrédulos para o potinho, eles explicavam que, para recuperarmos o dinheiro, deveriamos remontar as notas e levar ao banco para trocar. Eles nos deram até mesmo o “modelo” das notas para que nós pudessemos resolver este “quebra-cabeça”.

Bom, é claro que tudo não se passava de uma piada e logo nos deram o presente de verdade. As notas picadas, entretanto, eram verdadeiras. Perguntamos a eles como as conseguiram, mas isso foi um segredo que eles não quiseram revelar…