Eu li o novo livro de Dan Brown e…

Olá!

Este texto não é uma resenha sobre o novo livro de Dan Brown. Na verdade, é apenas uma reflexão sobre a minha relação com a leitura no geral. Talvez vocês leiam e se identifiquem com o que eu sinto, ou talvez não, e tudo bem assim.

Eu li todos os livros de Dan Brown. Código da Vinci, Anjos e Demônios, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. Eles livros foram lidos por mim na adolescência e eu adorava as conspirações. Ficava tentando descobrir o que ia acontecer e o porquê. Durante a leitura, vinham zilhões de teorias na minha cabeça e eu me sentia super orgulhosa quando alguma delas estava de fato certa. Este autor me traz ótimas memórias.

Por isso quando o novo livro dele foi lançado eu quis imediatamente devorá-lo. No entanto, ao começar a jornada da leitura, apesar de eu não conseguir parar de ler a história, eu tinha certeza de que eu ia me decepcionar no final. E eu não estava errada.

Desta vez eu não criei zilhões de teorias, mas apenas uma (que estava correta e fim). Além disso, a história se propõe a responder uma pergunta que acabaria com todas as religiões do mundo, mas a resposta só traz mais dúvidas no final das contas. E é exatamente por isso que eu já havia previsto a minha decepção – eu já sabia desde o início que a tal resposta não seria nem um pouco surpreendente ou grandiosa.

Isso significa que o livro é ruim? Não! Dan Brown continua sendo genial. Porém, eu me dei conta de que não faço mais parte do público alvo. Eu cresci… não sou mais aquela adolescente que adorava uma teoria da conspiração. Hoje sou uma mulher que estudou o bastante para não ver mais graça nisso.

E vocês? O que acharam do livro?

Auf Wiedersehen,

Livia.

Anúncios

Patinando na cidade

Olá!

Esse é o tipo de história que na hora foi ruim, mas agora eu escrevo dando risada. 🙂

Sempre adorei patinar! Aqui em Hamburgo eu já patinei no gelo algumas vezes, mas para mim, bom mesmo é um bom par de patins. Passa ano, entra ano e todo o verão eu digo que eu quero comprar um par de patins e sair por aí arrasando.

Nesse verão eu finalmente realizei esse desejo. Consegui comprar um par de segunda mão por incríveis cinco euros. Fui buscá-los com o meu marido em uma estação de trem um pouco mais afastada da cidade e, na volta, decidimos parar duas estações antes da nossa casa para eu poder testar os tais patins. Meu marido, então, alugou uma bicicleta e eu calcei a minha mais nova aquisição.

O início da jornada foi muito tranquilo. Meu marido até me elogiou, disse que eu patinava muito bem. As primeiras ruas eram planas e sem movimentação de carro. Eu lembrei da minha infância e de como a Lívia de 12 anos ficaria tão feliz em ter esse par de patins que deslizava sem quase esforço nenhum.

Em determinado momento, porém, a rua começou a descer levemente. Foi aí que eu lembrei que eu não tinha experiência nenhuma patinando em ladeiras. Quando criança, o chão era sempre plano… comecei então a me preocupar. A rua descia, descia e ficava cada vez mais íngreme. Quando eu achei que não dava mais para piorar, eu vi ao longe um cruzamento movimentadíssimo e um sinal vermelho. O que fazer?

Nervosa, eu não queria cair no meio da rua, nem esboçar nenhum desespero. As pessoas na rua iriam olhar e rir de mim. Eu tentava frear e, sem sucesso, acabei agarrando o poste do sinal, quase machucando as mãos. Felizmente atravessei as ruas sem grandes problemas e, depois de uma outra ladeira que eu tive que descer agarrada na bicicleta do meu marido, o percurso voltou a ser tranquilo. Cheguei em casa realizada. Sã e salva.

Meu marido, com aquela calma alemã, apenas disse “você precisa aprender a frear.”.

Nas próximas vezes que eu fui patinar, prestei muito mais atenção no trajeto que faria e se ele teria muitas ladeiras…

Auf Wiedersehen,

Livia.

Continue Lendo “Patinando na cidade”

Trilha no Parque Nacional Peneda-Gerês

Olá!

Mais um capítulo da minha viagem ao norte de Portugal foi a trilha que fiz no Parque Nacional Peneda-Gerês. Este parque é muito grande, existem diversas trilhas lá e, como eu estava hospedada em Porto, não deu para conhecer o parque inteiro.

Optei pela trilha Fojo da Portela da Fairra. É uma trilha curta (6 km e mais ou menos 3 horas de duração) e de dificuldade fácil. Ela também é bem sinalizada e você percebe logo se não estiver seguindo pelo caminho previsto. Algo que facilita a jornada é o fato da trilha ser circular, então não é preciso voltar tudo no final e você aproveita diferentes vistas durante todo o passeio. Mais uma vantagem foi a ausência de turistas por lá. Eu tive o lugar todo só para mim!

A trilha se inicia na aldeia de Parada. Uma aldeia pequena, que nos faz viajar no tempo. É possível escutar os animais ao longe e os moradores me olharam com muitos pontos de interrogação na expressão facial (o que ela está fazendo aqui?). Lugar muito pacato!

20170524_170650[1]

Aldeia de Parada

No dia que fui estava muito calor e quase não havia sombra durante a subida. O início foi, por isso, bem cansativo. Porém, as paisagens valiam muito a pena! Além da aldeia, a outra principal atração é uma antiga armadilha para lobos (o fojo de cabrita). Trata-se de uma área cercada por um muro de pedra, para onde os caçadores atraíam os lobos ibéricos e, uma vez presos dentro da armadilha, eles eram mortos pelos caçadores.

Aqui abaixo está uma foto de um fojo de cabrita. Não é a da trilha que fiz, pois não consegui encontrar a foto que eu mesma tirei.

dsc09722

Foto retirada do Google

No final, é possível apreciar a Albufeira da Barragem de Paradela. A foto está logo abaixo:

20170524_162456[1]

A trilha foi bem cansativa, não pelo esforço físico, mas por causa do calor que estava fazendo no dia. Mesmo bebendo muita água, a falta de sombra tornou a caminhada bem mais exaustiva. Entretanto, tudo valeu muito a pena! Foi uma aventura bem divertida e eu espero ter a oportunidade de fazer outras trilhas neste parque incrível!

Auf Wiedersehen,

Livia.

Chaves: minhas raízes

Olá!

Um dos meus sonhos de infância sempre foi conhecer a terrinha da minha vovó. Ela vem de uma aldeia que se chama Agrações. Esta aldeia fica há uns trinta minutos de carro da pequena cidade de Chaves. Chaves, assim como a terra de minha avó ficam numa região de Portugal chamada Trás-os-Montes. É a região (economicamente) mais pobre do país.

No dia seguinte ao que conhecemos Braga e Guimarães finalmente realizei o sonho de visitar o lugar. Nós passamos primeiramente em Chaves, para depois seguirmos numa estrada bem estreita, subindo os morros até encontramos a aldeia de Agrações.

Aqui estão algumas fotos de Chaves:
20170519_13201420170519_13213220170519_133017

Inscrições da Ponte20170519_133513
                                                                     Ponte Romana

A cidade não chega a trinta mil habitantes. Sua principal atração é a ponte romana. Quase não encontramos turistas por lá, o que tornou o passeio ainda mais tranquilo. O custo de vida lá é muito barato e as pessoas parecem levar a vida de modo muito simples.

Para seguir até a aldeia, usamos o GPS do celular, com muito medo de que o sinal acabasse conforme nos aproximávamos do “meio do nada”. Acontecesse que o nordeste de Portugal é uma região muito inóspita. Não há quase conexões de trem, por exemplo.

Para a nossa supresa o sinal pegou até o fim e encontramos a terrinha. Tiramos muitas fotos, entre elas estão algumas abaixo.

A aldeia foi sendo abandonada a cada geração, já que os jovens foram emigrando. Menos de 20 pessoas vivem lá hoje em dia. Eu contei quatro casas que pareciam realmente habitadas. A minha avó casou na capela da foto. Minha tia foi batizada lá. Tudo isso há décadas atrás!

A próxima etapa da viagem era ir até a aldeia vizinha, Póvoa d’Agrações, onde minha onde minha bisavó foi enterrada. Entretanto, a estrada estava muito perigosa para passar de carro e, andando levaríamos mais de uma hora para chegar lá. Estacionamos o carro e tentamos ir por um atalho, por uma trilha por dentro da floresta.

O caminho parecia nunca diminuir e a floresta foi fechando. Por isso decidimos voltar para o carro e não seguir com a ideia… dentro da mata vimos algumas ruínas do que teria sido um outro assentamento.

20170519_153513.jpg

Ruínas no meio da mata

Uma pena não termos conseguido chegar ao nosso último destino, quem sabe da próxima vez!

As aventuras de Portugal ainda não chegaram ao fim. Em breve contarei mais histórias por aqui.

Auf Wiedersehen,

Livia.

Braga e Guimarães

Olá!

Depois de muito passear em Porto nos primeiros dias,  nós alugamos um carro e nossa primeira road trip foi até Braga e Guimarães, duas cidades não muito distantes.

Uma informação importante sobre as auto-estradas em Portugal (que por sinal, são super modernas) é que elas são pagas. Existem diferentes formas de pagamento e nós acertamos tudo logo ao pegar o carro. As estradas nacionais, no entanto, são livres, mas esta opção torna a viagem bem mais longa. Nós preferimos ir pelas autoestradas pagas e voltar pelas livres, assim dá pra conhecer um pouco melhor do interior do país e economizar um pouco nos gastos.

Viajamos primeiramente até Braga, uma cidade relativamente grande e com muitos estudantes. Passeamos um pouco por lá, vimos as principais praças e pontos turísticos, e já partimos para Guimarães, uma de minhas cidades preferidas até o momento!

Aqui estão algumas fotos que tirei em Braga:

20170518_133524

20170518_143303

20170518_142221

Guimarães é conhecida por ser a primeira capital de Portugal, onde o primeiro rei português nasceu. Cidade muito antiga, as principais atrações são o Palácio dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães. Coincidentemente passamos por lá no dia internacional do museu e nossa entrada no Palácio foi de graça.

Depois de muito “turistar”, lanchamos numa praça super charmosa. A cidade simplesmente me encantou! Vejam algumas fotos de lá:

20170518_170719

20170518_175423

Para mais fotos é só dar uma olhada no meu instagram! 🙂

Nos próximos dias vou contar um pouco das seguintes road trips que fizemos explorando o norte de Portugal! Espero que gostem.

Auf Wiedersehen,

Livia.

Primeiros dias em Porto, Portugal

Olá!

Depois de todo o stress que tivemos até chegarmos em Portugal (clique aqui para saber mais), finalmente começamos a aproveitar a cidade de Porto.

Nos três primeiros dias na cidade visitamos todos os principais pontos turisticos como a Praça da Liberdade, a Estação S. Bento e a Ponte D. Luis I (ainda encontrei um amigo meu da época da escola, que está por acaso estudando um semestre na cidade). O centro de Porto é quase que inteiramente lindo, para onde você olha tem algum prédio impressionante ou igreja histórica. Se perder por lá não é necessariamente ruim…

20170515_125510
Avenida dos Aliados

20170516_151149

Vista da Ponte D. Luis I

No terceiro dia fomos também até a Praia de Matosinhos e pisamos na areia molhada pelo Oceano Atlântico. Local de fácil acesso com a linha azul do metrô. Lá perto também tem o Parque da Cidade, uma grande área verde para quem gosta de passear no meio das árvores. No dia que passamos lá o parque estava bem vazio e estavam preparando uns palcos para um festival.

20170517_143811

Praia de Matosinhos

Não esquecemos de degustar uma nada saudável francesinha num bar com vista para a Torre dos Clérigos.

Os primeiros dias foram incríveis! Os próximos passeios serão para cidades um pouco mais afastadas. Manterei o blog atualizado!

 

Auf Wiedersehen,

Livia.

 

Ps: Como estou sem computador e escrevendo tudo pelo tablet, pode ser que eu não consiga revisar os textos 100%. Espero que mesmo assim a leitura seja minimamente agradável. 🙂

Primeiro capítulo das férias: aeroporto.

Olá!

A primeira parte da viagem a Portugal começou no domingo. Acordamos cedinho para estar em Bremen por volta do meio dia. Almoçamos por lá, fomos até o aeroporto e chegamos no portão de embarque com uma hora de antecedencia. Tudo parecia muito tranquilo, né? Até que a situação começou a complicar…

Depois dos primeiros 30 minutos de atraso, nos informam que o nosso avião está com problemas técnicos e vai atrasar 45 minutos. As pessoas começaram a se perguntar quais problemas técnicos eram esses, mas a resposta só veio depois da segunda hora de atraso: o ar condicionado não estava funcionando.

A decolagem seria às 15:45, mas já eram 18 horas e 30 minutos quando nos avisaram que o avião não poderia partir e uma nova aeronave chegaria às 22 horas para finalmente nos levar a Portugal. A companhia aérea ainda nos deu míseros 5 euros para jantar na padaria do aeroporto. Quem janta numa padaria? Todos estávam muito irritados, principalmente as mães com bebês e crianças pequenas.

Resumo da história, decolamos às 22:45 e chegamos no nosso apartamento às duas horas da manhã. Não foi nada como planejamos, mas no dia seguinte acordamos em forma e com muita vontade de explorar a cidade.

Agora que já gastamos toda a cota de azar, que venham muitos momentos felizes!

Auf Wiedersehen,

Livia.